O nosso novo disco, Sal Grosso, já tem data de lançamento e capa. O lançamento online será no dia 20 de agosto pelo selo Popfuzz Records. Será possível ouvir e baixar o disco gratuitamente, pelo site da Popfuzz ou pelo site TramaVirtual. Confira a listagem das músicas: 1 - Enquanto Pensa no Futuro 2 - Tédio Bom 3 - O Sorriso do Chet Baker 4 - Às Vezes 5 - Há Algo de Podre no Reino de Minas Gerais 6 - Eu Nunca Fui Ninguém (part. Corpo de Baile) 7 - Pavimento 8 - Alameda das Orquídeas 9 - Pequena 10 - O Que Falta 11 - 17
Conseguimos marcar uma data dia 10 em Ipatinga graças ao apoio do Coletivo Pé de Cabra. Então é dia 10 em Ipatinga e dia 11 em Valadares. Resolvemos colocar um quadro semelhante ao que colocamos no flyer de Valadares para representar os shows com sentimentos similares. A Companhia Vale do Rio Doce e a Região do Vale do Aço que nos aguardem.
Ontem foi um dia histórico. Há alguns meses, tivemos a ideia de fazer uma música que seria uma grande jam session punk entre amigos. Uma música que apresentasse não só as bandas que gostamos, mas também que são nossas amigas. Pensamos nas pessoas e fizemos o convite. Com muita dificuldade com horários e datas, conseguimos finalmente fazer com que todo mundo chegasse no mesmo dia e gravasse. Ontem foi iniciado o Corpo de Baile. A primeira versão do projeto conta com 9 guitarristas da cidade de Belo Horizonte e foi gravada no Estúdio Lumen, com o nosso produtor Pedro "Cido". André Persechini (da Cães do Cerrado, que tem um outro projeto audacioso de lançar uma música por semana até o fim do ano), Matheus Fleming (do Câmera), Jonathan Tadeu e Tiago "Negão" Gomes (da Quase Coadjuvante), Pedro "Cido" e Pedro "Pedrinho" Müller (da Lumen), e os nossos Gustavo Scholz e Vitor Brauer. Completando a comitiva, de paraquedas, apareceu o fabricante de pedais, grande amigo de Cido e Pedrinho e líder da banda Sexy Hipster Chicks: JP Cardoso, com seu violão e um arsenal de pedais que o próprio produz. Todos nós estamos muito animados com o que vai sair no produto final. Tão animados que já começamos a sonhar com o próximo encontro desse grupo, com mais participantes talvez e quem sabe, um dia, até um disco próprio. Por enquanto, fiquem com as fotos de Lucas Botelho no nosso flickr. Em breve editaremos um vídeo que foi gravado pelo Matheus e colocaremos aqui. A música estará no nosso novo disco, Sal Grosso, com os créditos necessários. Longa vida Corpo de Baile! Nas fotos, da esquerda pra direita: Cido, JP, Matheus, Vitor, Jonathan, Gustavo, Jonathan de novo, Tiago, Pedrinho e Renan Benini (nosso grande baixista que acabou não gravando um solo, para sua tristeza).
Dia 11 de agosto tocaremos novamente na cidade de Governador Valadares, cidade natal de Vitor e Gustavo, com os nossos maiores amigos: a Quase Coadjuvante. A organização está sendo feita pelo Coletivo Pedra Negra. Possivelmente faremos um vídeo sobre a viagem, que antecederá o lançamento do nosso novo disco que, no caso, sofreu um atraso. O disco que era pra ser lançado com 9 músicas em 31 de julho acabou por se transformar num disco de 12 músicas que será lançado em meados de agosto. Pedimos perdão e paciência a quem quer que esteja aguardando o lançamento. Por enquanto, fiquem com o flyer minimalista do nosso amigo Carlos Avendaño.
Dia 7 de julho tocaremos no Ora Pro Rock, na muito querida Sabará, convidados por nossos eternos parceiros do Coletivo Fórceps. O festival que será realizado na Pousada Sant'Ana. Os ingressos estão sendo vendidos desde já e possivelmente irão esgotar. Então, se você mora na região metropolitana e quer ir ao show, corra e peça seu amigo que mora em Sabará para comprar o ingresso de uma vez. No evento do facebook tem os postos de venda, além do endereço e as bandas que tocarão. Naturalmente, tocaremos o disco novo inteiro no show, além das clássicas do Recreio. Deem uma olhada no lugar. Te esperamos lá no dia 7.
"Em “Our Band Could Be Your Life”, livro de Michael Azzerad sobre os anos dourados do rock independente nos Estados Unidos, Peter Jesperson depõe a respeito de um momento único para qualquer amante de música: a descoberta de uma brilhante banda até então desconhecida, dessas que surgem aparentemente do nada, capazes de causar grande impacto em todo o cenário musical ao seu redor. Jesperson, fundador da Twin/Tone Records, narra da seguinte forma o dia em que recebeu uma gravação caseira das mãos de um garoto pouco confiante: “eu mal cheguei ao fim da primeira música e já quis ouvi-la novamente. Fiz isso de novo, de novo e de novo. Se eu tive algum momento mágico na minha vida, foi quando coloquei aquela fita para tocar pela primeira vez”. O garoto em questão era Paul Westerberg, e a tal fita continha nada menos que o primeiro registro dos Replacements, uma das mais influentes bandas da história do underground norte-americano.
Sempre me lembro desse relato quando falo sobre o Lupe de Lupe. Tive a sorte de conhecê-los há alguns anos, no início da história da banda. Ao passo em que eles tinham poucas apresentações em seu currículo e nenhum registro oficial, eu tinha pouquíssima fé no novo rock brasileiro. Ainda assim, já ficava evidente que eu tinha me deparado com uma banda diferente pela postura contestadora e inquieta (até demais) dos seus integrantes. De forma que, antes mesmo de ouvi-los, eu já sabia de que se tratava de algo altamente promissor – mesmo que o Vitor, um dos guitarristas e vocalistas, insistisse em tentar me convencer do quão ruim eram suas composições.
Quando finalmente os ouvi, pude me certificar da explicação para aquele comportamento: um caso de injustificável modéstia. O primeiro EP do Lupe de Lupe, “Recreio”, foi a melhor estréia de uma banda brasileira que eu ouvi nos últimos anos. Tão diferente do que estamos habituados a ouvir dessa geração profundamente influenciada Los Hermanos que chega a ser difícil descrever a sonoridade que os caracteriza: guitarras distorcidíssimas e afinadas de forma pouco convencional, letras repletas de referências literárias, surpreendentes mudanças de andamento... sei que eles costumam usar por aí o termo “noise pop” para falar de si mesmos. Vai muito além da junção simplória desses dois gêneros, mas é um bom primeiro passo para tentar classificá-los.
Na última semana eles lançaram um clipe para uma música curiosamente batizada de “Há algo de podre no reino de Minas Gerais”. E é nesse ponto que eu retomo a arriscada comparação com os Replacements, que surgiram no auge da popularização do hardcore e sofriam por não conseguirem se enquadrar no que estava acontecendo na cena de Minneapolis no início dos anos 80. Acontece algo parecido com o Lupe de Lupe, tão visivelmente diferente da maioria dos artistas mineiros da sua geração. A relação conflituosa da banda com sua terra e seus conterrâneos percorre toda a letra, de forma menos amarga e crítica que o título sugere. A bem da verdade, os últimos versos da música explicitam de forma mais fiel o espírito da coisa: “Eu falo alto, toco alto, bebo, grito e choro/ e meu coração não é mediano e nem é mineiro/ Mas talvez por sonhar demais/ meu coração seja Minas Gerais”.
Com todas as suas muitas virtudes, contradições e arestas a serem aparadas, o Lupe de Lupe é uma apaixonante, audaciosa e inteligentíssima banda de rock. Coisa das mais raras hoje em dia. Se eu tivesse que escolher uma nova banda brasileira para apostar minhas fichas, como fez o tal Peter Jesperson ao largar tudo para produzir os Replacements por alguns anos, não tenho dúvidas de quem seriam meus escolhidos."
Conseguimos concluir mais uma etapa na composição do nosso segundo disco, Sal Grosso, com o lançamento desse vídeo de direção de Jonathan Tadeu. Agradecemos a Guilherme Vilela, Luísa Costa e Roberta Torido pelo apoio e todas as pequenas coisas. Hoje tem festa no Nelson Bordello, hoje fazemos festa nessa Belo Horizonte. É como um dia disse um gênio: um passo por vez.
Dia 28 lançaremos nosso novo clipe. Meio dia em ponto você poderá assisti-lo aqui. No mesmo dia, se você estiver em BH, poderá comparecer a festa organizada pelos nossos companheiros de longa data, o Coletivo Fórceps. A cada dia que passa, nossas apresentações em Belo Horizonte se tornam mais raras. Então, é preciso comparecer se você quer conferir algo do nosso novo disco antes do lançamento. Nesse concerto você poderá curtir também a performance da banda Festenkois e dos sets musicais selecionados por Meio Desligado e Fumi-e. Participem das discussões do evento no facebook e envie seu nome para amigosdonelsonbordello@gmail.com para pagar menos. Confiram o flyer abaixo, mais uma parceria nossa com o artista Carlos Avendaño. Links suficientes para vocês se ocuparem durante essas duas semanas que precedem o show e o clipe.
Jonathan Tadeu demonstra como tem sido nossa vida esses dias por aí: saudades do Renan, ir a ensaios, gravações e uma data para nosso próximo disco.
O nosso novo videoclipe será dirigido por Jonathan Tadeu, da banda Quase Coadjuvante (diretor do videoclipe " Às Vezes"), com a ajuda do nosso amigo Guilherme Vilela. Aqui vão algumas fotos da cena do magnânimo Renan Benini: nosso vocalista preferido e nosso melhor amigo. Ele, na quarta-feira, mudará para a cidade de Muriaé, deixando para trás composições, linhas de baixo e vocais gravados para o nosso próximo lançamento, além de imagens para o próximo videoclipe, corações tristes e cabeças cheias. "Volto em agosto, estarei aqui para a mixagem final do disco e para o nosso show de lançamento apenas, o resto é trabalho braçal em Muriaé" canta o trovador. Deixamos aqui então uma despedida, mesmo que breve, para nosso grande amigo e baixista, Renan. Boa viagem e volte logo.
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